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Licenciamento· 31 de julho de 2026· 2 min de leitura

Rio deve incluir impacto climático no licenciamento em até 90 dias

Decisão judicial obriga Prefeitura do Rio a exigir planos de redução de emissões em grandes empreendimentos, sob pena de multa diária.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 29 de setembro de 2026
Rio deve incluir impacto climático no licenciamento em até 90 dias

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a prefeitura da capital inclua a análise de impactos climáticos como exigência obrigatória no processo de licenciamento ambiental. A medida, estabelecida pela 4ª Vara da Fazenda Pública, atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA).

Com a determinação, os empreendimentos com emissões significativas de gases de efeito estufa terão o prazo de 90 dias para apresentar inventários e planos detalhados de redução e compensação de carbono. A exigência deve abranger todas as etapas das atividades, desde a avaliação de alternativas tecnológicas e de localização até as medidas de mitigação.

A decisão judicial também obriga o município a regulamentar formalmente uma norma de 2011 que instituiu a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. Segundo o MPRJ, o próprio órgão ambiental municipal admitia que não cobrava os planos de redução devido à ausência de regulamentação específica para aplicar a lei.

Além do prazo para adequação dos licenciamentos, a prefeitura tem 120 dias para entregar um relatório completo sobre o cumprimento das ordens judiciais. O descumprimento das determinações poderá resultar em multa diária de R$ 100 mil ao município, com limitação inicial de 30 dias.

O Ministério Público fundamentou o pedido em dados que apontam o Rio de Janeiro como o oitavo município que mais emite gases de efeito estufa no país. O levantamento do órgão também destaca que mais de 72 mil pessoas ficaram desalojadas na Região Metropolitana do Rio entre 2023 e 2025, em decorrência de eventos climáticos extremos como chuvas intensas e deslizamentos.

Para o setor produtivo e os consultores ambientais que atuam na capital fluminense, a decisão altera a rotina de novos processos de licenciamento e renovação de licenças. Empreendedores de setores com alta pegada de carbono precisarão embutir nos estudos de impacto ambiental a modelagem climática e o planejamento formal de compensação antes de obterem o aval dos órgãos licenciadores.

Com informações de ((o)) eco.

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