Giro AmbientalNewsletter
Normas· 01 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Ibama e PF destroem maquinário de garimpo ilegal na TI Baú

Operação conjunta entre os dias 28 e 31 de julho inutilizou pás-carregadeiras, motores e acampamentos em área protegida no Pará.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 03 de agosto de 2026
Ibama e PF destroem maquinário de garimpo ilegal na TI Baú

A Polícia Federal e o Ibama deflagraram, entre os dias 28 e 31 de julho, uma operação de desintrusão e combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, situada no sudoeste paraense. A ação coordenada contou com o apoio operacional da Força Nacional e do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia, visando paralisar a extração mineral clandestina na região dos municípios de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos.

Durante a varredura em áreas remotas da floresta amazônica, os agentes destruíram duas pás-carregadeiras, dois acampamentos de apoio, dois motores de balsa com conjunto de bomba, um motor de quatro tempos, um gerador e um tanque de combustível com capacidade para 1.000 litros. O Ibama também apreendeu duas motosserras utilizadas para abrir clareiras e sustentar a infraestrutura do garimpo nos limites da demarcação indígena.

A inutilização in loco dos maquinários e estruturas segue o rito previsto na legislação ambiental e nas normas de proteção a territórios tradicionais. O procedimento é adotado quando a retirada dos equipamentos da área é logisticamente inviável, garantindo que o aparato logístico não retorne à operação clandestina após a saída das equipes de fiscalização.

A ofensiva nasceu a partir de inquérito policial instaurado para apurar denúncias de mineração irregular em unidades de conservação e terras protegidas. Relatórios técnicos e informações reunidas por órgãos de controle apontaram a persistência da atividade garimpeira na bacia dos rios Curuá e Curuaés, que cortam o território indígena.

Os levantamentos ambientais anexados ao processo indicam que a lavra ilegal provoca contaminação hídrica, assoreamento e destruição dos recursos pesqueiros locais. O quadro gera reflexos diretos e imediatos sobre as condições sanitárias e a segurança alimentar das comunidades tradicionais que habitam a região afetada pela atividade mineral.

As investigações conduzidas pelas autoridades competentes continuam em andamento para destrinchar a cadeia de custódia do garimpo. O objetivo da nova fase do inquérito é mapear e responsabilizar civil e criminalmente os financiadores, organizadores e demais articuladores logísticos da exploração mineral ilegal na área protegida.

Com informações de Agência Gov.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da área ambiental, uma vez por semana. Sem spam.