Cerrado tem queda de 18,9% nos alertas de desmatamento em agosto
Dados do sistema Deter apontam a segunda menor marca para o mês na série histórica do Inpe iniciada em 2018.

O Cerrado registrou 238 quilômetros quadrados de áreas sob alerta de desmatamento em agosto de 2026, o que representa uma redução de 18,9% em comparação com os 294 quilômetros quadrados contabilizados no mesmo período do ano passado. O balanço foi divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com base no sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). O resultado representa a segunda menor marca para o mês de agosto desde o início da série histórica do monitoramento, em 2018.
A apresentação dos dados ocorreu em São Paulo durante uma cerimônia alusiva ao Dia do Cerrado, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Na ocasião, o ministro João Paulo Capobianco destacou que a análise baseada no trimestre de junho a agosto é mais adequada para avaliar a tendência real da supressão de vegetação, atenuando variações mensais pontuais.
Estados críticos e contraponto na Amazônia
Apesar da retração geral no bioma, os estados do Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Minas Gerais e Piauí concentraram as maiores áreas com alertas de desmatamento ao longo do mês de agosto. O cenário no Cerrado contrastou com o movimento observado na Amazônia no mesmo período.
Enquanto o Cerrado apresentou queda, a Amazônia registrou um acréscimo de 12,1% nos alertas de desmatamento em agosto de 2026, passando de 319 quilômetros quadrados em 2025 para 358 quilômetros quadrados. Mesmo com a alta, o Inpe apontou que o volume na Amazônia foi o terceiro menor para o mês na série iniciada em 2016.
Fiscalização federal e metas de longo prazo
O governo federal mantém a meta de zerar o desmatamento ilegal em todos os biomas brasileiros até 2030, contando com planos contínuos de prevenção e controle. Os dados gerados pelo Deter do Inpe servem como base técnica para orientar as operações em campo.
Para o setor produtivo e operadores ambientais, o monitoramento constante reflete o endurecimento das operações de controle. Entre os anos de 2023 e 2026, o Ibama executou 68 mil ações de fiscalização, o que representa um acréscimo de 63% em relação ao intervalo anterior, culminando na emissão de 23 mil autos de infração, alta de 71%.
Com informações de ((o)) eco.
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