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Biodiversidade· 16 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em 2026

Dados do INPE divulgados pelo governo federal mostram as menores taxas da série histórica para os dois biomas entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 19 de outubro de 2026
Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em 2026

O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16/10) os dados consolidados do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que apontam as menores taxas de desmatamento da série histórica para a Amazônia e o Cerrado. Na Amazônia, a supressão de vegetação nativa somou 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma redução de 41,8% em relação ao período anterior. No Cerrado, o desmatamento atingiu 5.516,69 km², queda de 23,8%. A divulgação consolida os indicadores que sustentam os planos federais de prevenção e controle, combinando fiscalização, ordenamento territorial e incentivos econômicos.

As reduções refletem a execução coordenada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e do PPCerrado, restabelecidos em 2023. Entre 2023 e 2026, o Ibama aplicou 25.101 autos de infração contra a flora e R$ 11,8 bilhões em multas, além de embargar 18.630 km². O ICMBio registrou 11,9 mil autos de infração em unidades de conservação federais, somando R$ 2,4 bilhões em multas. Paralelamente, o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente anunciaram o repasse de R$ 147,6 milhões para o Sistema Integrado para Monitoramento da Vegetação Natural dos Biomas Brasileiros (SIM-Biomas).

Executado pela Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate) com base técnica do INPE, o SIM-Biomas usará inteligência artificial para integrar o Prodes e o Deter, produzindo dados contínuos do Prodes ao longo do ano. O sistema estenderá a cobertura do Deter para a Caatinga, a Mata Atlântica e o Pampa, além de elevar a resolução do mapeamento de áreas queimadas para 30 metros em todos os biomas e criar indicadores de risco de curto prazo para degradação e desmatamento.

Na frente de ordenamento territorial, o período foi marcado pela criação de 18 unidades de conservação federais e ampliação de outras 8, totalizando cerca de 25 mil km², além da homologação de 20 terras indígenas em aproximadamente 32 mil km². Estados com maiores registros de supressão continuam sob atenção dos órgãos federais, com destaque para Pará, Mato Grosso e Amazonas na Amazônia, e Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia na região do Matopiba.

Impacto no Crédito e Exportação

A estratégia federal também introduziu condicionantes econômicas e incentivos atrelados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). No Plano Safra 2026/2027, produtores com CAR regular e sem passivo ambiental ganharam redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, com abatimento adicional de até 0,5 ponto para práticas agropecuárias sustentáveis. O Ministério da Agricultura pontua que a comprovação da queda no desmatamento funciona como passaporte para o agronegócio nacional cumprir exigências internacionais de importação, como as normas da União Europeia.

Com informações de Agência Gov.

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