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Biodiversidade· 28 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Desmatamento cai em seis biomas e Brasil evita emissão recorde

Queda histórica no desmatamento da Amazônia e do Cerrado em 2025 evita emissão equivalente a um ano do Japão e puxa recuo de seis por cento nas emissões brutas nacionais.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 31 de outubro de 2026
Desmatamento cai em seis biomas e Brasil evita emissão recorde

A queda nas taxas de desmatamento registrada na Amazônia e no Cerrado evitou a emissão de gases de efeito estufa equivalente a um ano inteiro de emissões do Japão, conforme balanço apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os dados oficiais mostram que o recuo na supressão vegetal ocorreu simultaneamente em todos os seis biomas brasileiros durante o ciclo de 2025. O resultado foi impulsionado pelo avanço das ações de fiscalização federal, monitoramento espacial e pelos planos de prevenção executados em cooperação com estados e municípios.

Na Amazônia, o desmatamento somou 3.335 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026, representando uma retração de 41,8 por cento em relação aos 5.731 quilômetros quadrados contabilizados no período anterior. Trata-se da menor marca da série histórica iniciada em 1988. No Cerrado, a área desmatada caiu para 5.516,69 quilômetros quadrados, uma baixa de 23,8 por cento frente aos 7.235,27 quilômetros quadrados anteriores, configurando também o menor patamar desde o início da série do bioma em 2001.

A desaceleração na perda de vegetação nativa refletiu diretamente no balanço de emissões brutas do país em 2025, calculado pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima. O total nacional recuou para 2,06 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, ante 2,19 bilhões de toneladas em 2024, atingindo o menor volume bruto desde 2018. Do total de 814 milhões de toneladas de emissões brutas apuradas no ano passado, o desmatamento responde por 87 por cento, com predominância da Amazônia com 57 por cento e do Cerrado com 26 por cento.

Reforço normativo e financeiro

A estratégia de controle tem como base o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal e o PPCerrado, ambos restabelecidos em 2023. Em paralelo, o governo federal implementou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída por lei para disciplinar o uso controlado do fogo na agricultura e fortalecer o combate a incêndios criminosos. A norma amplia a articulação com proprietários rurais e corporações de bombeiros estaduais.

Para dar suporte tecnológico às ações de campo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais recebeu novos recursos do Fundo Amazônia destinados à modernização dos sistemas de monitoramento por satélite. A ferramenta visa elevar a precisão preditiva na detecção de vetores de desmatamento e focos de calor nos biomas monitorados.

No front internacional, o financiamento voltado à conservação registrou novos aportes no mecanismo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado na Conferência das Partes realizada em Belém. Os Países Baixos confirmaram investimento de 500 milhões de dólares, somando-se à intenção de aporte de 400 milhões de libras anunciada pelo Reino Unido, elevando o montante captado pelo fundo para 7,8 bilhões de dólares. A ferramenta financeira prevê pagamentos anuais baseados em resultados para países que mantiverem florestas em pé, com expectativa de operação plena para as próximas etapas de conservação.

Com informações de Agência Gov.

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