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Clima· 22 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Emissões do Brasil caem 6% em 2025 puxadas por queda no desmatamento

Levantamento do Seeg aponta o menor volume de emissões brutas desde 2018, impulsionado pelo controle da conversão de vegetação na Amazônia e no Cerrado.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
Emissões do Brasil caem 6% em 2025 puxadas por queda no desmatamento

As emissões brasileiras de gases de efeito estufa registraram queda de 6% em 2025, totalizando 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, o Seeg, do Observatório do Clima, mostram o segundo ano consecutivo de retração e o menor volume de emissões brutas desde 2018. O resultado aproxima o país do cumprimento da meta climática estipulada no Acordo de Paris.

O principal motor da queda foi o setor de mudança de uso da terra, que teve recuo de 15% nas emissões brutas, passando para 814 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Na Amazônia, a redução nas emissões associadas à perda de vegetação nativa chegou a 20%, enquanto no Cerrado a baixa foi de 5%. Apesar da melhora, ambos os biomas ainda concentram 63% de todo o carbono emitido pela destruição de vegetação no país.

Apesar dos avanços no controle florestal, especialistas do Instituto de Energia e Meio Ambiente apontam gargalos críticos em outros setores da economia. A agropecuária segue como a atividade mais emissora do Brasil, respondendo por 70% das emissões brutas quando consideradas as diretas e as indiretas ligadas à supressão de vegetação. Somente a pecuária foi responsável por lançar 721 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera em 2025.

O setor energético também apresentou alta de 1,2% nas emissões, impulsionado pelo consumo de diesel nos transportes e pelo acionamento de termelétricas a gás, mesmo com a geração solar superando pela primeira vez a soma das fontes fósselem na matriz elétrica. Na ponta final dos dados, o setor de resíduos apareceu com crescimento proporcional expressivo, puxado pelo descarte de lixo em aterros e lixões e pelo tratamento de efluentes domésticos.

Próximos passos para o setor

Com as emissões líquidas nacionais situadas em 1,41 bilhão de toneladas, o país ficou a apenas 85 milhões de toneladas do limite estabelecido para a meta climática anual. Para engenheiros ambientais e gestores corporativos, o cenário exige atenção redobrada aos inventários de emissões e à transição para frotas eletrificadas e biocombustíveis, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis nos próximos ciclos regulatórios.

Com informações de ((o)) eco.

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