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Licenciamento· 27 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Energisa recupera 100 hectares no Pará com sistemas agroflorestais

Conduzida por subsidiária no Pará, primeira etapa de projeto de compensação ambiental atende 86 famílias e prevê total de 300 hectares recuperados.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
Energisa recupera 100 hectares no Pará com sistemas agroflorestais

A Energisa Geração e Transmissão concluiu a primeira etapa de um projeto de restauração florestal no Pará que recuperou 100 hectares de áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais. A iniciativa é executada pela Linhas de Xingu Transmissora de Energia como parte das exigências de compensação ambiental de seus empreendimentos elétricos. O trabalho conta com a anuência do Ibama e a execução técnica do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.

Nesta fase inicial, o programa alcançou os municípios de Belterra, Mojuí dos Campos, Santarém e Tomé-Açu, contemplando 86 famílias de agricultores locais. Entre os beneficiados, 46 estão situados na região da Floresta Nacional do Tapajós. O planejamento global da companhia no estado divide-se em três fases para restaurar cerca de 300 hectares de vegetação nativa integrada com cultivo agrícola.

O relatório técnico mais recente, que consolida as atividades entre março de 2024 e maio de 2025, contabiliza 91 polígonos georreferenciados para restauro e 80 arranjos produtivos. O documento aponta que mais de 29 mil mudas foram disponibilizadas e 63 áreas iniciaram efetivamente o processo de recuperação, além de registrar 666 visitas técnicas de acompanhamento e suporte às propriedades.

Parcerias e Arranjo Produtivo

A execução envolve uma rede de cooperação com órgãos federais e estaduais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade e a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar. O modelo substitui o plantio convencional por cultivos que unem espécies nativas e alimentícias, a fim de garantir segurança alimentar e comercialização de excedentes.

O portfólio de culturas abrange dezenas de itens, incluindo açaí, cacau, cupuaçu, andiroba, castanha-do-pará e essências madeireiras como o ipê e o mogno. A assistência técnica é contínua e adaptada à realidade de cada propriedade pelo IPAM, minimizando os gargalos logísticos e climáticos decorrentes dos períodos intensos de chuva na região amazônica.

Estratégia de Compensação Ambiental

O projeto não possui vínculo com o mercado regulado ou voluntário de créditos de carbono, sendo integralmente direcionado ao cumprimento de obrigações legais de licenciamento. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da companhia que prevê recompor cerca de 750 hectares em diferentes biomas brasileiros, incluindo frentes de atuação no Amapá, com uso de agroflorestas, e no Rio de Janeiro e na Paraíba, onde serão adotados modelos de plantio convencional alinhados com órgãos ambientais como a Sudema.

Com informações de Um Só Planeta.

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