WM recua em plano de expansão na Pensilvânia e Maine barra Casella
Grand Central Landfill perde área de ampliação após recuo de proprietários, enquanto Maine restringe papel de operadora em projeto.

O setor de destinação final de resíduos sólidos nos Estados Unidos enfrenta novos entraves regulatórios e locais na ampliação de sua capacidade operativa. Na Pensilvânia, a Waste Management (WM) teve de recalibrar seus projetos para o Grand Central Landfill, localizado no Plainfield Township, após a recusa dos proprietários de uma área vizinha que seria integrada ao empreendimento. O aterro recebe cerca de 2.750 toneladas diárias de resíduos e possui licença para operar com até 3.000 toneladas por dia, mas opera com margem reduzida de vida útil remanescente. A empresa buscava há mais de cinco anos avançar com a expansão leste sobre 133 acres de terreno licenciado para resíduos, o que garantiria mais vinte anos de operação ao local.
A reviravolta ocorreu depois que os proprietários do terreno mudaram de ideia quanto à venda da propriedade. Com a desistência do negócio, a administração municipal do Plainfield Township reverteu a rezoning da área e anulou a isenção de declividade acentuada concedida anteriormente para o projeto. Um porta-voz da WM confirmou que a companhia encerrou o interesse no terreno específico, mas informou que continua avaliando alternativas técnicas e locacionais para expandir a capacidade do aterro sanitário na região nordeste norte-americana, que concentra um quarto dos resíduos sólidos municipais destinados a estruturas com menos de cinco anos de vida útil.
Enquanto isso, no estado do Maine, o Departamento de Proteção Ambiental (DEP) negou o pedido para que uma subsidiária da Casella Waste Systems seja incluída como co-requerente na proposta de expansão do Juniper Ridge Landfill. Com a decisão, apenas o Escritório de Serviços Gerais do Estado do Maine (BGS) figura como único requerente e titular da licença do aterro público. A instalação é operada pela NEWSME Landfill Operations, empresa ligada à Casella, e está no centro de um processo administrativo complexo para ampliar a área em 61 acres, o que adicionaria onze anos de sobrevida a uma estrutura que pode esgotar sua capacidade até 2028.
A condução do processo de licenciamento no Maine também definiu as partes com status de intervenientes. Atendendo a pedidos anteriores e a ordens procedimentais, o DEP garantiu a participação formal da Cidade de Old Town, da tribo Penobscot Nation e dos grupos ambientalistas Maine Rivers e Penobscot Bay Waterkeeper. Essas entidades ganharam o direito de apresentar evidências, documentos e testemunhas em audiências públicas para contestar ou apoiar o projeto. A primeira conferência pré-audiência ocorreu em meados de agosto, enquanto a discussão judicial paralela conduzida pela Penobscot Nation tenta barrar a obra sob a alegação de riscos de contaminação hídrica no Rio Penobscot.
Representantes legais do órgão ambiental e da Casella argumentam que as novas diretrizes de projeto do aterro contemplam sistemas avançados de engenharia, como dupla geomembrana de revestimento e tratamento específico para compostos fluorados e poli-fluorados conhecidos como PFAS no chorume. Embora o DEP tenha reconhecido em março que a expansão atende ao interesse público, a exclusão da operadora NEWSME como co-requerente gera atritos contratuais. O órgão estadual determinou que quaisquer direitos e deveres legais da empresa privada no processo deverão ser alinhados diretamente com o Estado por meio de revisões no contrato de prestação de serviços de operação.
Com informações de Waste Dive.
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