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Resíduos· 27 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Rio integra programa global para desviar 90% dos resíduos até 2040

A capital fluminense foi selecionada como cidade-piloto do programa internacional Distritos Lixo Zero para cortar emissões de metano nos aterros.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
Rio integra programa global para desviar 90% dos resíduos até 2040

O Rio de Janeiro foi selecionado entre sete cidades do mundo como piloto do programa global Distritos Lixo Zero, iniciativa voltada para a gestão avançada de resíduos e a redução das emissões de metano. O anúncio ocorreu em Nova York, durante a Semana do Clima, e o projeto busca construir modelos de governança, mensuração e financiamento para resíduos orgânicos antes da realização da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP31), marcada para novembro, na Turquia.

Liderando o ranking de emissões de gases de efeito estufa no setor de resíduos no Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, a capital fluminense integrará a iniciativa ao lado de George Town, Penang e Kuala Lumpur, na Malásia; Santiago e Patagônia, no Chile; e Kisumu, no Quênia. O programa é conduzido pela Fundação Zero Desperdício com suporte da rede Global Methane Hub (GMH).

As diretrizes estabelecidas pelo programa exigem que as cidades participantes consigam desviar dos aterros sanitários pelo menos 70% dos resíduos gerados até 2030, meta que deve subir para 90% até o horizonte de 2040. A medida visa mitigar diretamente a liberação de metano na atmosfera, gás com alto potencial de aquecimento global gerado principalmente pela decomposição de matéria orgânica.

Para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a participação no projeto consolida as estratégias nacionais de ação climática e economia circular. O plano envolve aprimorar o aproveitamento energético e o controle operacional em grandes centrais de tratamento, como já ocorre no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb (CTR-Rio), localizado em Seropédica, na região metropolitana.

Avanços técnicos no CTR-Rio

O CTR-Rio utiliza monitoramento mensal de plumas de metano por satélite desde 2023, tecnologia que direcionou intervenções operacionais no aterro sanitário. Em parceria com o Global Methane Hub e a Comlurb, a operação incorporou quase 500 novos poços à rede de captação de biogás ao longo de 2025.

Com essa expansão na infraestrutura de captação, o aproveitamento de metano para fins energéticos no aterro fluminense registrou alta de 7,35% em relação aos índices de 2024. Os modelos desenvolvidos no Rio de Janeiro e nas demais cidades-piloto serão avaliados e compartilhados para replicação em distritos urbanos de todo o mundo.

Com informações de Agência Brasil: Meio Ambiente.

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