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Geral· 22 de julho de 2026· 2 min de leitura

Estudo alerta 13 milhões no Reino Unido para risco de inundação costeira

Pesquisa aponta que, mesmo com cortes de emissões, milhões enfrentarão elevação do nível do mar até 2300, exigindo defesas e relocação.

Redação Giro Ambiental
Estudo alerta 13 milhões no Reino Unido para risco de inundação costeira

Cientistas alertaram que até 13 milhões de pessoas no Reino Unido enfrentam um risco de longo prazo de inundações costeiras, mesmo com os atuais compromissos globais de redução de emissões. O cenário mais pessimista sugere a necessidade de uma relocação em larga escala de populações, com a costa sendo drasticamente alterada pela elevação do nível do mar.

Um estudo publicado na revista Nature Communications, liderado por pesquisadores da Universidade de Bristol, projeta que, mesmo que as promessas atuais de corte de poluição de carbono sejam cumpridas, cerca de 1,4 milhão de pessoas adicionais estarão expostas a inundações costeiras em 2200, e 1,7 milhão em 2300. A elevação do nível do mar é impulsionada pelo derretimento das calotas polares e pelo aquecimento dos oceanos.

A pesquisa é a primeira a quantificar o número de pessoas ameaçadas por inundações costeiras no Reino Unido sob um cenário de elevação de longo prazo. Ela combinou projeções de aumento do nível do mar para o país com um modelo detalhado de inundação desenvolvido pela empresa Fathom, de Bristol. O aumento do nível do mar é maior na Inglaterra e no País de Gales do que na Escócia e na Irlanda do Norte, devido a um fenômeno de recuperação pós-era glacial.

O nível do mar já subiu cerca de 20 centímetros no Reino Unido no último século, e a aceleração é notável. Uma elevação adicional de 40 a 60 centímetros até 2100 já é considerada inevitável, o que colocaria cerca de meio milhão de pessoas a mais em risco de ter suas casas inundadas, somando-se aos 2,5 milhões já em perigo próximo às costas. As regiões de Lincolnshire e o estuário de Humber são as mais vulneráveis.

Contudo, a maior preocupação reside na possibilidade de um colapso acelerado das camadas de gelo, em vez de um derretimento gradual. Nesse cenário extremo, o Reino Unido poderia sofrer uma elevação de 15 metros do nível do mar até 2300, submergindo grandes partes de Londres e muitas outras localidades, conforme apontaram os pesquisadores.

O Professor Matt Palmer, da Universidade de Bristol, líder da pesquisa, destacou que os oceanos e as áreas cobertas por gelo respondem muito lentamente ao aquecimento global, tornando a elevação do nível do mar o "gigante adormecido" das mudanças climáticas. Isso significa que a elevação do nível do mar está "travada" por séculos.

Para os profissionais da área ambiental, a análise ressalta a urgência de considerar cenários de risco de longo prazo que se estendem além de 2100. Planejadores e gestores de meio ambiente devem desenvolver estratégias de adaptação robustas, que incluam aprimoramento das defesas contra inundações e, em casos extremos, a relocação planejada de populações. Ignorar a aceleração potencial do nível do mar após 2100 pode criar uma falsa percepção do risco real, com desafios técnicos e custos financeiros significativos para a proteção de infraestruturas e comunidades costeiras.

Com informações de The Guardian: Environment.

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