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Biodiversidade· 04 de setembro de 2026· 1 min de leitura

PF mira garimpo ilegal de ouro em 40 hectares na APA do Tapajós

Operação Aurum Tapajós cumpre mandados em Belém e Santarém após fiscalização do ICMBio identificar extração mineral sem licença em área protegida.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
PF mira garimpo ilegal de ouro em 40 hectares na APA do Tapajós

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (4/9) a Operação Aurum Tapajós para investigar a exploração ilegal de ouro e a usurpação de bens da União dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, no município de Novo Progresso, no Sudoeste do Pará. A ação contou com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, executados simultaneamente nas cidades de Belém e Santarém.

O inquérito policial teve início a partir de uma fiscalização conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no âmbito da Operação Garimpo Zero. Durante a inspeção em campo, os agentes ambientais constataram atividades de extração de minérios em meio a trechos de floresta nativa situados nos limites da unidade de conservação federal, sem qualquer cobertura de licença ambiental válida.

Os levantamentos técnicos preliminares indicam que o garimpo irregular provocou a degradação de uma área de aproximadamente 40 hectares. O local apresenta fortes indícios de exploração econômica voltada à extração de recursos minerais pertencentes à União, o que agrava a tipificação dos danos ambientais e patrimoniais apurados.

Com o cumprimento das ordens judiciais expedidas, a Polícia Federal apreendeu documentos, equipamentos eletrônicos e mídias digitais. O material passará por exames periciais para traçar a extensão exata dos danos causados ao ecossistema e individualizar as condutas dos investigados.

Próximos passos da investigação

As diligências em andamento servem para consolidar o conjunto probatório e avançar na responsabilização penal dos envolvidos pelos crimes contra o meio ambiente e o patrimônio público. Para consultores, mineradores e gestores, o caso reforça o rigor na fiscalização de unidades de conservação federais e a atuação integrada entre órgãos ambientais e autoridades policiais em áreas protegidas.

Com informações de Agência Gov.

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