Sinisa abre coleta de dados de saneamento com prazo até 3 de setembro
Secretaria Nacional de Saneamento iniciou o envio de informações para o ciclo de 2026 e municípios que perderem o prazo perdem acesso a recursos federais.

O Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico deu início ao período de coleta de dados referente ao ciclo de 2026. A ferramenta, gerida pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, recolhe informações sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem e águas pluviais, além da gestão municipal em todo o território nacional.
O envio das informações deve ser realizado por prefeituras municipais, prestadores de serviços públicos e entidades reguladoras diretamente na página eletrônica destinada aos operadores. O prazo final estabelecido para a submissão dos números encerra em 3 de setembro, conforme as diretrizes divulgadas pelo governo federal.
A entrega correta e tempestiva dos dados possui impacto financeiro direto sobre as administrações locais. Municipios que deixam de enviar as informações exigidas pelo sistema ficam impedidos de receber recursos federais, uma restrição regulatória que busca incentivar a transparência e o planejamento setorial.
A edição anterior do levantamento, publicada em dezembro com dados consolidados do ano anterior, indicou que 84,14% da população brasileira contava com rede de abastecimento de água. Na vertente de esgotamento sanitário, a cobertura da rede coletora atingiu 62,3%, enquanto a coleta de resíduos sólidos alcançou 92,63% dos habitantes.
Para orientar os operadores e equipes municipais durante o preenchimento, a Secretaria Nacional de Saneamento disponibilizou no canal oficial do Ministério das Cidades no YouTube uma série de cinco videoapresentações. Cada material aborda um módulo específico do sistema para esclarecer dúvidas técnicas do processo.
Para o profissional da área de saneamento e consultoria regulatória, o monitoramento do Sinisa e o cumprimento rigoroso do prazo em setembro são fundamentais para evitar o bloqueio de repasses da União e garantir a conformidade técnica dos municípios e concessionárias perante o Ministério das Cidades.
Com informações de Instituto Água e Saneamento.
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