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Biodiversidade· 22 de outubro de 2026· 2 min de leitura

PF e Ibama lacram serrarias ilegais no Pará em operação

Operação Saldo Zero cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Anapu e São Domingos do Araguaia contra fraudes no SISFLORA.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
PF e Ibama lacram serrarias ilegais no Pará em operação

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (21/10) a Operação Saldo Zero, em uma ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), voltada a combater a exploração, o armazenamento e a comercialização irregular de madeira no sudoeste do Pará. O trabalho fiscalizatório mirou estabelecimentos que operavam à margem da lei, sem licenças ambientais válidas e com histórico de embargos.

A fiscalização concentrou os esforços no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão expedidos para locais estratégicos da cadeia madeireira. Três mandados foram executados diretamente em serrarias localizadas no município de Anapu, outro em uma madeireira em São Domingos do Araguaia e o quinto em um endereço residencial vinculado a um dos principais investigados, proprietário de uma das serrarias alvo da força-tarefa.

As investigações preliminares apontaram que os alvos mantinham atividades ativas apesar de constarem com registros de suspensão ou embargo emitidos por órgãos ambientais competentes. Os estabelecimentos operavam sem portar as licenças e autorizações obrigatórias para o manejo, beneficiamento e transporte de produtos florestais.

Um dos pontos centrais da apuração envolveu o uso fraudulento do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (SISFLORA). Os agentes identificaram que a plataforma registrava um saldo fictício e inexistente de produtos florestais para um dos estabelecimentos investigados, servindo de fachada para esquentar madeira de origem ilícita.

Investigação em florestas públicas

Além das irregularidades administrativas e documentais encontradas nos pátios, a operação flagrou volumes expressivos de toras e madeira serrada em plena atividade de beneficiamento e transporte. A investigação agora cruza dados para verificar se a matéria-prima tem origem em áreas de florestas públicas federais.

O material apreendido e os documentos coletados nos alvos servirão para embasar a continuidade das investigações sobre a cadeia de custódia da madeira. Para o setor de consultoria e gestão florestal, a ação reforça o rigor na fiscalização cruzada entre controle de pátio e sistemas oficiais de rastreabilidade de produtos florestais.

Com informações de Agência Gov.

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