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Biodiversidade· 23 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Governo envia 522 brigadistas e 13 aeronaves para conter fogo no Pará

Operação federal concentra esforço no Oeste paraense com apoio da Força Nacional de Segurança para combater 321 focos ativos em 76 municípios.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
Governo envia 522 brigadistas e 13 aeronaves para conter fogo no Pará

O governo federal intensificou as ações de combate aos incêndios florestais no Pará, concentrando a operação na região Oeste do estado e na área conhecida como Chapadão. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou que a força-tarefa conta com 522 brigadistas do Ibama e do ICMBio, além de 41 veículos terrestres e 13 aeronaves. Os equipamentos incluem seis aviões Air Tractor baseados em Santarém para o lançamento de água sobre as chamas.

A estratégia de atuação envolve o apoio de órgãos de segurança para garantir a integridade das equipes de campo em áreas de conflito. Segundo o ministério, os focos de calor estão concentrados principalmente em invasões irregulares localizadas em assentamentos da reforma agrária e reservas legais, onde há registros de uso intencional do fogo para manejo inadequado da terra. Forças policiais investigam a origem criminosa dos incêndios.

Dados da plataforma Queimadas do Inpe mostram que o Pará lidera o ranking nacional de ocorrências. Entre 14 e 20 de outubro, foram identificados 2.991 focos de calor no território paraense, um acréscimo de 610 registros em comparação ao período anterior. Atualmente, o estado contabiliza 321 eventos de fogo ativos espalhados por 76 municípios.

A gravidade da situação levou dezesseis prefeituras municipais a decretarem situação de emergência devido à estiagem prolongada e aos incêndios florestais, a exemplo de Altamira. Outros sete pedidos de reconhecimento oficial por parte do governo federal permanecem em análise técnica, enquanto a Defesa Civil articula repasses extraordinários para apoiar a capacidade limitada de resposta das administrações locais.

Para financiar o enfrentamento à crise, o governo federal enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 1398/26, que abre crédito extraordinário de R$ 300 milhões no Orçamento de 2026. Os recursos são destinados prioritariamente a ações de Defesa Civil na Amazônia, diante do cenário de chuvas escassas associado ao fenômeno climático que mantém as florestas vulneráveis.

Com informações de Agência Brasil: Meio Ambiente.

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