Governo envia 522 brigadistas e 13 aeronaves para conter fogo no Pará
Operação federal concentra esforço no Oeste paraense com apoio da Força Nacional de Segurança para combater 321 focos ativos em 76 municípios.
O governo federal intensificou as ações de combate aos incêndios florestais no Pará, concentrando a operação na região Oeste do estado e na área conhecida como Chapadão. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou que a força-tarefa conta com 522 brigadistas do Ibama e do ICMBio, além de 41 veículos terrestres e 13 aeronaves. Os equipamentos incluem seis aviões Air Tractor baseados em Santarém para o lançamento de água sobre as chamas.
A estratégia de atuação envolve o apoio de órgãos de segurança para garantir a integridade das equipes de campo em áreas de conflito. Segundo o ministério, os focos de calor estão concentrados principalmente em invasões irregulares localizadas em assentamentos da reforma agrária e reservas legais, onde há registros de uso intencional do fogo para manejo inadequado da terra. Forças policiais investigam a origem criminosa dos incêndios.
Dados da plataforma Queimadas do Inpe mostram que o Pará lidera o ranking nacional de ocorrências. Entre 14 e 20 de outubro, foram identificados 2.991 focos de calor no território paraense, um acréscimo de 610 registros em comparação ao período anterior. Atualmente, o estado contabiliza 321 eventos de fogo ativos espalhados por 76 municípios.
A gravidade da situação levou dezesseis prefeituras municipais a decretarem situação de emergência devido à estiagem prolongada e aos incêndios florestais, a exemplo de Altamira. Outros sete pedidos de reconhecimento oficial por parte do governo federal permanecem em análise técnica, enquanto a Defesa Civil articula repasses extraordinários para apoiar a capacidade limitada de resposta das administrações locais.
Para financiar o enfrentamento à crise, o governo federal enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 1398/26, que abre crédito extraordinário de R$ 300 milhões no Orçamento de 2026. Os recursos são destinados prioritariamente a ações de Defesa Civil na Amazônia, diante do cenário de chuvas escassas associado ao fenômeno climático que mantém as florestas vulneráveis.
Com informações de Agência Brasil: Meio Ambiente.
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