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Ar e Emissões· 16 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Manaus atinge pior qualidade do ar do país e suspende aulas

Capital amazonense registra índice insalubre de poluição por fumaça de queimadas e força paralisação de atividades escolares.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 18 de outubro de 2026
Manaus atinge pior qualidade do ar do país e suspende aulas

Manaus registrou a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras nesta sexta-feira (16), com índice de 167 na plataforma internacional IQAir, classificação considerada insalubre devido à densa fumaça gerada por queimadas. O agravamento da poluição atmosférica levou à suspensão imediata das aulas presenciais na rede municipal de ensino e em todas as unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que também adotou trabalho remoto para parte da equipe administrativa.

O sistema eletrônico de vigilância ambiental da UEA apontou que a qualidade do ar variou entre muito ruim e péssima na maior parte da cidade. No bairro Aleixo, na zona centro-sul, a concentração de material particulado atingiu 139,6 microgramas por metro cúbico, patamar classificado como péssimo. Em contrapartida, o bairro Tarumã, na zona oeste, registrou índice de 39 microgramas por metro cúbico, considerado moderado.

Diante do cenário crítico, o Ministério da Saúde identificou 12 municípios no estado com necessidade de apoio nos serviços de saúde. Equipes da Força Nacional do SUS atuam em conjunto com autoridades locais para realizar diagnóstico da rede de atendimento e avaliar estoques de oxigênio, incluindo os distritos sanitários especiais indígenas, para garantir suporte a grupos vulneráveis como crianças, idosos e gestantes.

Combate aos incêndios e emergência

No front de combate aos focos de calor, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou a extinção de 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações de repressão. A estratégia de contenção conta com 11 aeronaves mobilizadas, incluindo seis aviões Air Tractor e um avião KC-390 do Ministério da Defesa para lançamento de grandes volumes de água.

A situação decorrente dos incêndios levou o governo estadual a decretar situação de emergência em cerca de 36 municípios no dia 10 de outubro. Para os profissionais que atuam na gestão ambiental e no licenciamento de operações na região, o monitoramento contínuo das emissões atmosféricas e a prontidão nos planos de emergência sanitária tornam-se exigências críticas para mitigar os impactos sobre a saúde pública.

Com informações de Agência Brasil: Meio Ambiente.

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