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Clima· 19 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Brasil emite 21 milhões de toneladas de metano e ganha guia com 37 soluções

Novo estudo do SEEG aponta que a agropecuária responde por 75 por cento das emissões nacionais de metano em 2024 e traz ações de mitigação.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 20 de agosto de 2026
Brasil emite 21 milhões de toneladas de metano e ganha guia com 37 soluções

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa lançou nesta terça-feira um caderno técnico com 37 soluções voltadas para a redução das emissões de metano no Brasil. O documento aponta medidas de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento para os principais setores emissores do país. A iniciativa responde a um chamado recente da Organização das Nações Unidas para que os governos intensifiquem o corte desse gás de curto período de permanência na atmosfera.

De acordo com os dados levantados pelo SEEG, o Brasil lançou 21 milhões de toneladas de metano na atmosfera em 2024. O gás é considerado 28 vezes mais potente que o dióxido de carbono para o aquecimento global em um horizonte de cem anos, tornando sua mitigação uma das ferramentas mais rápidas para desacelerar o ritmo das mudanças climáticas.

A agropecuária lidera o ranking de emissões no país, respondendo por cerca de três quartos de todo o volume lançado em 2024. O setor de resíduos ocupa o segundo lugar na contabilidade nacional, com 3,3 milhões de toneladas emitidas, o que representa 16 por cento do total. Dentro desse segmento, aterros sanitários e lixões concentram 68 por cento das emissões registradas.

A mudança no uso da terra e florestas gerou 1,14 milhão de toneladas de metano, equivalente a 5,5 por cento do total brasileiro, sendo o fogo apontado como o único processo responsável pelas emissões do setor. O segmento de energia respondeu por 530 mil toneladas, ou 2,6 por cento do total nacional, com destaque para a cocção residencial e a produção de combustíveis.

Para coordenadores do estudo, a adesão do Brasil ao Compromisso Global de Metano na COP26 ainda não se traduziu em reversão de curva, já que os números seguem em trajetória de alta nas últimas décadas. O documento técnico busca justamente fornecer a base de planejamento necessária para transformar o conhecimento científico em políticas públicas coordenadas e de escala industrial.

As diretrizes do caderno servem de insumo técnico para gestores públicos, órgãos ambientais e empresas que operam em setores regulados. A transição para práticas operacionais de baixo carbono na pecuária e a melhoria na captação de biogás em aterros aparecem como frentes centrais para engenheiros ambientais e consultores que lidam com o licenciamento e o inventário de emissões no país.

Com informações de ((o)) eco.

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