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Normas· 22 de julho de 2026· 2 min de leitura

Brasil contesta EUA: tarifa de 25% por desmatamento é improcedente

O governo brasileiro refutou as justificativas ambientais dos Estados Unidos para impor uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais, citando dados de queda do desmatamento na Amazônia.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 23 de julho de 2026
Brasil contesta EUA: tarifa de 25% por desmatamento é improcedente

O governo brasileiro, por meio dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e das Relações Exteriores, refutou nesta quinta-feira as justificativas ambientais apresentadas pelos Estados Unidos para a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão norte-americana é baseada em alegações de aumento do desmatamento e exportação de madeira ilegal do Brasil, acusações que foram classificadas como improcedentes e inverídicas.

Durante coletiva de imprensa no Palácio Itamaraty, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, expressou indignação com a distorção do trabalho ambiental realizado pelo Brasil. Ele destacou que os indicadores ambientais mostram uma trajetória de redução do desmatamento na Amazônia, com uma queda de cerca de 50% nos últimos três anos. Somente em junho deste ano, a redução foi de 38%, o menor índice para o mês na última década.

Capobianco afirmou que, diante da consistente queda do desmatamento, o governo dos Estados Unidos teria mudado o argumento para justificar as tarifas. A nova alegação seria a de que o Brasil estaria "inundando o mercado internacional com madeiras de origem ilegal, prejudicando a participação das empresas norte-americanas". O ministro classificou essa nova informação como "ainda mais falsa" e "absolutamente inverídica".

Ele detalhou que a participação do Brasil no mercado internacional de madeira é inferior a 1% do total. Além disso, a madeira brasileira exportada provém de florestas tropicais, enquanto a produzida nos Estados Unidos é de florestas temperadas, o que elimina a concorrência direta. Capobianco reforçou que as regras para exportação de madeira no Brasil são rigorosas e que praticamente toda a madeira exportada é certificada.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, presente na coletiva, corroborou a posição brasileira, afirmando que as justificativas ambientais dos EUA não encontram respaldo nos dados oficiais. Segundo ele, a significativa redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado desde 2022 torna as alegações para a medida tarifária infundadas. Vieira concluiu que "todas as justificativas apresentadas pelos norte-americanos para a aplicação das tarifas não têm lastro na realidade".

A disputa diplomática evidencia a crescente intersecção entre políticas ambientais e comércio internacional, exigindo que empresas exportadoras brasileiras e profissionais da área ambiental mantenham documentação robusta e transparência sobre a origem e a legalidade de seus produtos. A pressão por dados ambientais verificáveis e a capacidade de refutar acusações com informações oficiais tornam-se cruciais para a competitividade no cenário global, impactando diretamente os requisitos de conformidade e as estratégias de mercado.

Com informações de ((o)) eco.

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