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Biodiversidade· 10 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Amazônia tem queda de 36% em alertas e atinge menor patamar histórico no Deter

Novos dados do Inpe mostram recuo nos alertas de supressão vegetal na Amazônia e no Cerrado, além de menores taxas anuais pelo Prodes na Mata Atlântica e no Pampa.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 20 de agosto de 2026
Amazônia tem queda de 36% em alertas e atinge menor patamar histórico no Deter

As áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia registraram redução de 36% no ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026, totalizando 2.874,38 km². O resultado, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (Inpe) na sexta-feira (7/8), representa o menor valor da série histórica para o período, iniciada em 2016, ficando 55,6% abaixo da média dos últimos dez ciclos.

No Cerrado, os alertas medidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) também apresentaram queda, de 7,8%, com 5.119,46 km² identificados no mesmo intervalo. Os dados servem para subsidiar ações de fiscalização e o licenciamento ambiental em tempo real nos estados.

Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas foram registrados no Pará, com 987,27 km², seguido por Mato Grosso, com 834,41 km², e Amazonas, com 433,9 km². Também pontuaram Roraima com 272,6 km², Acre com 153,8 km² e Rondônia com 114,3 km². Na comparação com o ciclo anterior, houve recuo expressivo na maioria dos estados, exceto em Roraima, que registrou aumento de 32,5% nos alertas.

No Cerrado, o Maranhão concentrou a maior área sob alerta, somando 1.276,92 km², seguido pelo Tocantins com 1.189,9 km² e pelo Piauí com 568,23 km². Completam a lista Mato Grosso com 562,02 km², Bahia com 534,94 km² e Minas Gerais com 490,38 km². O Maranhão teve alta de 2,1% nos alertas, o Mato Grosso cresceu 40,5% e Minas Gerais registrou acréscimo de 72,5%.

Além do monitoramento em tempo real do Deter, o Inpe apresentou os resultados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) para os biomas Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, referentes ao período de agosto de 2024 a julho de 2025.

Na Caatinga, a área desmatada alcançou 2.289,54 km², queda de 34,3% frente ao ciclo anterior, quando o sistema contabilizou 3.484 km². Na Mata Atlântica, a supressão caiu de 475 km² para 402,36 km², um recuo de 15,32% que marca o menor índice da série histórica iniciada em 2001.

O Pampa acompanhou a tendência de baixa e registrou 305,48 km² de vegetação suprimida, redução de 41,7% em relação ao período passado, atingindo também o seu menor valor histórico. Os dados completos de todas as medições estão disponíveis na plataforma TerraBrasilis para consulta técnica.

Para profissionais da área ambiental e órgãos de controle, a convergência entre a queda nos alertas do Deter e os índices oficiais do Prodes consolidados consolida a base cartográfica para o planejamento de operações de embargo, autuação e gestão da supressão de vegetação nativa nos biomas brasileiros.

Com informações de Agência Gov.

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