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Normas· 24 de julho de 2026· 2 min de leitura

Usina de biomassa multada em £120 mil após morte de funcionário por falha

Empresa de biomassa na Irlanda do Norte é multada em £120 mil por falhas de segurança; operador condenado a mais de três anos de prisão.

Redação Giro Ambiental
Usina de biomassa multada em £120 mil após morte de funcionário por falha

Uma usina de biomassa na Irlanda do Norte, a McKinstry Biomass Ltd, foi multada em £120 mil (cerca de R$ 770 mil) e um de seus operadores, Walter Manley, condenado a três anos e quatro meses de prisão por homicídio culposo. As sentenças foram proferidas após a morte de Ian McCollum, um colega de trabalho, que foi atropelado duas vezes por um manipulador telescópico (telehandler) nas instalações de Newry em 24 de janeiro de 2022.

McCollum, empregado da McKinstry Skip Hire Ltd, estava no pátio da usina observando o descarte de resíduos de madeira de seu reboque. Nesse momento, um telehandler dirigido por Manley moveu-se em direção à mesma baia de resíduos e o atingiu. Após descarregar a caçamba, Manley deu marcha à ré e atropelou McCollum uma segunda vez.

A investigação conjunta, conduzida pelo Health and Safety Executive for Northern Ireland (HSENI), órgão de fiscalização de saúde e segurança do trabalho, e pelo Police Service of Northern Ireland (PSNI), detalhou as falhas. A reconstrução do incidente mostrou que a caçamba elevada do telehandler, cheia de resíduos, bloqueava quase completamente a visibilidade frontal de Manley.

Além disso, a janela traseira da cabine estava suja, obstruindo a visão, e o espelho retrovisor lateral direito estava significativamente desajustado, impedindo a visão traseira. Manley também falhou em identificar McCollum na câmera traseira da máquina antes de iniciar a manobra de ré.

A McKinstry Biomass Ltd foi considerada responsável por “falhas significativas” na gestão dos riscos de transporte no local de trabalho. A empresa não garantiu a circulação segura de pedestres e veículos e apresentou deficiências em informações, instruções e treinamentos sobre a operação em áreas onde máquinas e pessoas interagiam.

A apuração também identificou supervisão inadequada, falta de comunicação e a existência de um “sistema de regras não escritas” em vez de protocolos formais de segurança. A empresa foi multada pelas três infrações de saúde e segurança. Walter Manley, por sua vez, recebeu uma pena concorrente de 12 meses por outra infração de saúde e segurança, além da condenação por homicídio culposo.

Este caso serve de alerta para gestores ambientais e de segurança do trabalho no Brasil, especialmente em instalações de tratamento de resíduos e biomassa. Ele reforça a necessidade de rigor na elaboração e implementação de Planos de Gerenciamento de Riscos (PGR), programas de treinamento contínuo para operadores, manutenção preventiva de equipamentos e sinalização clara de áreas de circulação. A fiscalização constante e a documentação de procedimentos formais são cruciais para evitar acidentes graves e as severas consequências legais e financeiras que podem recair sobre empresas e indivíduos.

Com informações de Circular Online.

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