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Geral· 10 de agosto de 2026· 1 min de leitura

TFFF levanta US$ 6,7 bilhões para financiar conservação de florestas tropicais

Com gestão financeira em Luxemburgo e apoio do Banco Mundial, o fundo atinge dois terços da meta de US$ 10 bilhões fixada para o ano inicial.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 20 de agosto de 2026
TFFF levanta US$ 6,7 bilhões para financiar conservação de florestas tropicais

O Tropical Forest Forever Facility (TFFF) já soma cerca de US$ 6,7 bilhões em compromissos anunciados, alcançando dois terços da meta de US$ 10 bilhões traçada para o primeiro ano de operação. A cifra foi apresentada pelo assessor especial do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, durante evento da AMCHAM na SP Climate Week, em São Paulo.

Diferente das ferramentas tradicionais sustentadas por doações a fundo perdido, o TFFF foi desenhado como um fundo de investimento atrelado a ativos de conservação. Os países investidores adquirem cotas, passam a receber rendimentos periódicos sobre o capital aplicado e resgatam o montante principal ao fim do contrato.

Brasil e Indonésia capitanearam a captação inicial com aportes de US$ 1 bilhão cada um. Na sequência, os governos da Noruega, Alemanha e França confirmaram a entrada na estrutura, consolidando a soma informada pela equipe econômica.

Para levantar os US$ 3,3 bilhões necessários ao cumprimento da meta global, técnicos da Fazenda negociam diretamente com China, Japão, Canadá, Reino Unido, Holanda e Coreia do Sul. O ponto central das conversas gira em torno do enquadramento contábil das contribuições como dívida ou participação de capital, de modo a respeitar a legislação e as regras fiscais de cada nação.

A arquitetura do mecanismo prevê governança e suporte operacional do Banco Mundial. A gestão financeira da entidade ficará sediada em Luxemburgo, praça escolhida por oferecer previsibilidade regulatória na administração de fundos dessa natureza.

Para os agentes do setor ambiental e do mercado financeiro, a consolidação do mecanismo cria um padrão inédito de pagamento por hectare preservado. O vínculo direto com as exigências do Banco Mundial demandará rígidos protocolos de verificação, inventário e monitoramento de cobertura vegetal nos territórios contemplados pelos recursos.

Com informações de Um Só Planeta.

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