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Geral· 13 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Glossário de tratamento de efluentes e saneamento

Os termos de tratamento de efluentes e saneamento que aparecem em projetos, laudos e licenças de operação.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
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Projetos e laudos de estação de tratamento vêm cheios de DBO, DQO, lodo e eficiência de remoção, e cada sigla mede uma coisa diferente da carga que vai para o rio. Este glossário reúne os termos de tratamento de efluentes e saneamento que aparecem em licenças de operação e relatórios de monitoramento.

Cargas e parâmetros

Efluente é o líquido residual que sai de um processo, doméstico ou industrial, e precisa de tratamento antes do lançamento. A composição muda muito conforme a origem, o que define o tipo de tratamento.

DBO, demanda bioquímica de oxigênio, mede quanto oxigênio os microrganismos consomem para degradar a matéria orgânica do efluente. Quanto maior a DBO, maior a carga orgânica que pode sufocar o corpo hídrico. DQO, demanda química de oxigênio, mede a matéria oxidável por via química e costuma dar um valor maior que a DBO.

Sólidos em suspensão são as partículas que não se dissolvem e deixam a água turva. Eles são um dos parâmetros básicos de controle, ao lado de DBO, pH, nutrientes e coliformes, conforme o caso.

Etapas do tratamento

Tratamento primário, secundário e terciário organizam a remoção em fases. O primário separa sólidos por processos físicos, o secundário remove matéria orgânica por via biológica e o terciário faz o polimento, como remoção de nutrientes ou desinfecção. Nem toda estação chega ao terciário.

Eficiência de remoção é o percentual do poluente retirado entre a entrada e a saída da estação. É por ela que se avalia se o tratamento está cumprindo o projeto, e ela aparece nos relatórios ao órgão.

Lodo é o resíduo sólido gerado no tratamento, e ele não some, precisa de destino adequado. Muita gente esquece que a estação resolve o efluente líquido, mas cria um resíduo que também exige gestão e, às vezes, licença específica. Os padrões de lançamento do efluente tratado seguem a resolução vigente, que você deve conferir com o órgão.

Corpo receptor é o rio, lago ou mar que recebe o efluente tratado. A capacidade dele de diluir a carga entra no cálculo do padrão de lançamento exigido, e por isso um mesmo efluente pode ter limites diferentes conforme o lugar onde é lançado.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre DBO e DQO?

DBO mede o oxigênio consumido por microrganismos para degradar matéria orgânica, DQO mede a matéria oxidável por via química. A DQO costuma dar valor maior, porque abrange também o que não é biodegradável.

Toda estação precisa de tratamento terciário?

Não. A exigência depende do padrão de lançamento aplicável e da sensibilidade do corpo receptor. Muitas estações operam com primário e secundário. Confirme a exigência com o órgão ambiental.

O que fazer com o lodo da estação?

O lodo é um resíduo e precisa de caracterização e destino adequado, que pode envolver licença específica. Tratar o efluente líquido não encerra a responsabilidade sobre o resíduo gerado.

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