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Normas· 07 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Newcastle: restrições nacionais caem em 19 dias, contra 74 em 2024

Uruguai reconhece a regionalização sanitária e fecha o ciclo de restrições de abrangência nacional. Medidas ficam limitadas a Santa Catarina.

Redação Giro Ambiental
Newcastle: restrições nacionais caem em 19 dias, contra 74 em 2024

O Uruguai decidiu reconhecer a regionalização sanitária brasileira na sexta-feira (6/11) e retomou as importações de produtos avícolas das demais unidades da Federação. Com isso, nenhum parceiro comercial mantém mais restrição sobre o território nacional por causa da doença de Newcastle. As limitações passam a valer apenas para Santa Catarina, onde foram confirmados os focos.

O prazo chama atenção. Em 2024, após um foco em granja comercial no Rio Grande do Sul, o Brasil levou 74 dias para reverter as medidas de abrangência nacional, concluídas em 30 de setembro daquele ano. Desta vez, a ocorrência foi registrada em 18 de outubro de 2026, em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba (SC), e o mesmo resultado saiu em 19 dias.

Pelo relato do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a China revisou sua decisão em menos de 24 horas. O ministro André de Paula atribuiu o resultado ao trabalho conjunto das equipes técnicas e ao reconhecimento da regionalização pelos parceiros. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, afirmou que avaliações de risco mais rápidas permitiram decisões proporcionais à situação sanitária.

Impacto nas exportações

Com as restrições restritas ao estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a cerca de 15 mil toneladas por mês. Esse volume equivale a 3% da média mensal exportada pelo país, de aproximadamente 500 mil toneladas.

O Mapa não autoriza a exportação de produtos da área de restrição, que abrange os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Fora desse recorte, a exportação segue sem a barreira nacional.

Quem fez o trabalho

A reversão foi conduzida pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Mapa, com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). A SDA, junto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), cuidou da investigação epidemiológica, da contenção dos focos, da vigilância sanitária e da produção das evidências técnicas. A SCRI e o MRE negociaram com as autoridades estrangeiras e compartilharam informações atualizadas sobre a situação epidemiológica e as medidas de controle.

O que falta

Apesar do avanço, onze países ainda mantêm restrições às importações de produtos avícolas de Santa Catarina. A prioridade declarada pelo governo é fazer com que as medidas se limitem à área efetivamente afetada, seguindo os princípios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Para quem atua em licenciamento, sanidade ou exportação de aves, o recado é objetivo: a regionalização já é aceita por parte relevante do mercado, mas a cobertura ainda não é total. Quem tem operação fora da área de restrição precisa acompanhar a lista de países que ainda aplicam medidas, porque a abrangência varia por mercado. Ao consumidor, o Mapa reiterou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial segue seguro.

Com informações de Agência Gov.

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