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Água· 01 de outubro de 2026· 2 min de leitura

ABES orienta saneamento sobre escassez de ácido fluossilícico

Nota técnica da ABES define procedimentos para prestadores diante da falta de insumo para fluoretação da água de abastecimento.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
ABES orienta saneamento sobre escassez de ácido fluossilícico

A escassez de ácido fluossilícico no mercado nacional provocou o aumento nos prazos de entrega, a alta de preços e a redução crítica dos estoques de insumos químicos utilizados na fluoretação da água tratada pelas companhias de saneamento. A paralisação de unidades industriais produtoras gerou um desabastecimento generalizado que afeta a rotina de operação das estações de tratamento de água em diversas regiões do país.

Diante da crise de suprimentos, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, por meio da Câmara Temática de Saúde Ambiental, publicou uma Nota Técnica Orientativa para estabelecer diretrizes de conduta aos serviços de abastecimento. O documento orienta as equipes operacionais e gestores regulados sobre os procedimentos adequados em casos de indisponibilidade temporária do produto químico.

A diretriz técnica estabelece que uma eventual interrupção na dosagem de flúor só pode ocorrer em caráter excepcional, restrita aos cenários de falta comprovada do produto certificado no mercado. A entidade reforça que a suspensão da adição do insumo nunca deve partir de uma decisão voluntária ou preventiva do próprio operador de saneamento.

Para garantir a segurança jurídica e regulatória da operação, a orientação exige que os prestadores registrem detalhadamente o nível dos estoques, documentem todas as tentativas frustradas de compra com fornecedores e emitam comunicações formais imediatas para a Vigilância Sanitária local, para a agência reguladora competente e para o titular dos serviços públicos.

Ferramentas de controle

A publicação da ABES traz instrumentos práticos para a gestão da crise, incluindo modelos padronizados de comunicação oficial, fichas de acompanhamento de estoque e um checklist operacional para a retomada segura da fluoretação assim que o fornecimento for normalizado.

O procedimento de restabelecimento do serviço exige verificação rigorosa da qualidade do produto recebido, recalibração imediata dos equipamentos dosadores nas estações de tratamento e reforço analítico no monitoramento diário da concentração de fluoreto na água distribuída à população.

A entidade esclarece que a interrupção temporária na adição do flúor não compromete a potabilidade da água tratada, desde que os demais parâmetros exigidos pela legislação sanitária continuem sendo plenamente atendidos. A medida busca blindar os operadores contra sanções indevidas enquanto o mercado de insumos químicos não se estabiliza.

Com informações de ABES.

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