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Biodiversidade· 25 de setembro de 2026· 2 min de leitura

Prodes aponta queda no desmatamento e retomada do PPCDAm na Amazônia

Dados do Inpe mostram recuo na perda de floresta no terceiro mandato de Lula em comparação com o governo anterior.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)
Prodes aponta queda no desmatamento e retomada do PPCDAm na Amazônia

O terceiro mandato presidencial registrou uma retração acentuada nas taxas de desmatamento na Amazônia, revertendo a trajetória de alta verificada entre 2019 e 2022. Levantamento analítico baseado nos índices do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indica que a floresta perdeu uma média de 690 mil árvores a menos por dia sob a gestão atual em relação ao período anterior. A metodologia cruza a área suprimida com a densidade média de 565 árvores por hectare na bacia hidrográfica, conforme parâmetros do projeto PlenaMata.

Em termos de área, o histórico oficial aponta que a supressão de vegetação caiu 62 por cento nos dois primeiros mandatos de Lula e subiu 54 por cento durante a administração de Jair Bolsonaro. Com o retorno da gestão atual, o indicador voltou a recuar, acumulando queda de 51 por cento em relação aos patamares de 2022. Especialistas técnicos vinculam a oscilação direta das taxas à descontinuidade e posterior recriação de instrumentos estruturantes de controle.

Criado em 2004, o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) sustentou a queda histórica de 83 por cento na supressão de vegetação até o ano de 2012, período que combinou o fortalecimento operacional do Ibama e do ICMBio com a demarcação de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Com a extinção formal do plano em abril de 2019, o foco de fiscalização migrou para operações de Garantia da Lei e da Ordem com emprego das Forças Armadas, modelo que sofreu contestações de analistas quanto à eficácia técnica em comparação aos órgãos ambientais federais.

Com a retomada do PPCDAm na nova gestão federal, o objetivo central passou a ser o desmatamento ilegal zero até 2030. Projeções técnicas fundamentadas em estudos do Imazon avaliam que, caso a média de redução observada entre 2023 e 2025 seja mantida, a meta governamental poderá ser alcançada de forma antecipada, antes de 2028. O ritmo de queda anual dita diretamente a velocidade do cumprimento das metas estabelecidas para o setor.

Fator climático e o risco de incêndios

Além do monitoramento da supressão vegetal, a dinâmica das queimadas permanece diretamente atrelada ao controle do desmatamento. Estudos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais apontam que anos influenciados pelo fenômeno El Niño elevam drasticamente o risco de estiagens prolongadas e incêndios florestais na região amazônica. A manutenção de baixas taxas de desmatamento reduz o estoque de biomassa seca disponível, mitigando o potencial destrutivo do fogo sobre os ecossistemas locais.

Com informações de ((o)) eco.

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