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Normas· 31 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Força Nacional vai reforçar proteção a aldeias Guarani Kaiowá no MS

Ministro da Justiça anuncia ampliação do efetivo e monitoramento "minuto a minuto" após denúncias de violência e ameaça de envenenamento de água em aldeias.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 02 de novembro de 2026
Força Nacional vai reforçar proteção a aldeias Guarani Kaiowá no MS

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou neste sábado (31) que a Força Nacional vai ampliar o efetivo e manter presença contínua em Mato Grosso do Sul para proteger aldeias Guarani Kaiowá. A declaração foi dada durante visita da comitiva às aldeias.

Segundo o ministro, além do número atual de agentes, a Força Nacional vai adotar o procedimento que chama de "minuto a minuto". Pelo modelo, as equipes ficarão no terreno, em áreas de operação disponíveis, prontas para se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa. O acionamento virá da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal ou das forças estaduais, e a ocorrência deverá ser registrada por imagem e detecção no local, com indicação de autoria e materialidade sempre que possível.

A comitiva reuniu o ministro e os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos. Eles visitaram as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. A viagem ocorreu depois de denúncias de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul que ganharam repercussão nas redes sociais após as eleições. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos.

Um dos episódios mais graves é a ameaça de envenenamento da água da aldeia Sassoró, citada em um áudio que circulou em grupos de Tacuru. Segundo a apuração preliminar, há suspeita de participação de um servidor público municipal. O ministro Eloy Terena afirmou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água na aldeia será reforçado.

Terena disse que o governo recebeu 10 casos após triagem, dos quais quatro ocorreram em Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que a análise ainda é preliminar e que apenas o caso do envenenamento tem ligação direta com crime de motivação política. Os atropelamentos citados até agora não foram vinculados a essa motivação, mas, segundo ele, não serão descartados. Ele também afirmou que denúncias antigas precisam ser apuradas, já que parte dos casos ocorreu em outros momentos.

Do lado da proteção às pessoas, o Ministério dos Direitos Humanos informou que vai disponibilizar o Programa de Proteção às vítimas desses casos. Segundo a pasta, mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já estão incluídos no programa.

Para quem acompanha o licenciamento e a gestão de recursos hídricos na região, o ponto de atenção é a qualidade da água de abastecimento das aldeias, que passa a ser monitorada em caráter reforçado após a ameaça registrada em Sassoró. A materia ainda não traz detalhes técnicos sobre a forma do monitoramento, os parâmetros analisados ou o órgão responsável por essa coleta.

Com informações de Um Só Planeta.

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