Giro AmbientalNewsletter
Biodiversidade· 06 de novembro de 2026· 3 min de leitura

Congresso pan-americano de trilhas tem Sintrilhas e ICMBio no centro

Evento em Foz do Iguaçu (PR) reúne delegações de seis países e discute a estratégia nacional do Sintrilhas, decreto que institucionaliza a rede de trilhas.

Redação Giro Ambiental
Congresso pan-americano de trilhas tem Sintrilhas e ICMBio no centro

O 1° Congresso Pan-Americano de Trilhas começou nesta quinta-feira (5), em Foz do Iguaçu (PR), junto com a quarta edição da versão brasileira do evento. Representantes de Argentina, Paraguai, Equador, Chile e Colômbia participam do encontro, que tem o Brasil como referência para os vizinhos latino-americanos. Segundo a reportagem da ((o))eco, o modelo brasileiro é liderado por voluntários no território, foi institucionalizado pelo governo federal e tem adesão de estados e municípios.

A Rede Brasileira de Trilhas, criada em 2018, foi recentemente promovida a Sistema. Ela soma mais de 250 trilhas planejadas, com mais de 40 mil quilômetros previstos, e mais de 16 mil quilômetros já implementados, sinalizados com pegadas pretas e amarelas.

O Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas) foi oficializado por decreto em junho deste ano. Bernardo Issa, diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), afirmou durante a abertura que o decreto transforma a rede em política pública permanente, com segurança jurídica, capacidade de planejamento e continuidade. A implementação prevê a criação de um comitê, ainda em elaboração, que ficará encarregado de desenhar uma estratégia nacional para a agenda. Issa também citou a Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação, aprovada em 2025.

ICMBio patrocina e leva agentes ao evento

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é patrocinador master do congresso. O evento é sediado pela primeira vez em uma unidade de conservação, o Parque Nacional do Iguaçu. A autarquia custeou a participação de mais de 250 pessoas, entre servidores, terceirizados, comunitários e agentes temporários ambientais (ATAs). Iara Vasco, diretora de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, disse que é a primeira vez que os ATAs vêm ao congresso, por serem eles que trabalham no dia a dia das trilhas.

Um dos participantes é Ana Kirsch, agente da Floresta Nacional São Francisco de Paula (RS), que há três anos ajuda na sinalização dos Caminhos das Araucárias. Ela também está no congresso pela primeira vez.

Rio de Janeiro assina acordo de cooperação

No primeiro dia, durante o 3° Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas, o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea-RJ) assinou acordo de cooperação com a Rede. Julia Bochner, diretora de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas (Dibape) do Inea-RJ, lembrou que a Trilha Transcarioca, com cerca de 200 km cruzando a cidade do Rio, foi a pioneira e serviu de embrião para a própria Rede.

Em setembro, o governo fluminense já havia instituído o Programa Estadual de Trilhas do Rio de Janeiro. O acordo amplia esse movimento. O grande projeto do estado é a Volta ao Rio, com 3.500 quilômetros que devem conectar mais de 100 unidades de conservação e trilhas já existentes.

Para quem atua na gestão de unidades de conservação, o ponto prático está na formalização. Com o Sintrilhas em decreto e um comitê ainda por ser instalado, a estratégia nacional que sair do congresso é o que vai orientar o planejamento de trilhas, a sinalização e a integração com os programas estaduais nos próximos meses.

Com informações de ((o)) eco.

Compartilhar:WhatsAppXLinkedIn

Leia também

O Giro na sua caixa de entrada

As notícias que importam para quem é da área ambiental, uma vez por semana. Sem spam.