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Biodiversidade· 28 de outubro de 2026· 2 min de leitura

UCs federais da Amazônia têm menor desmatamento desde 2008

Área desmatada em unidades de conservação federais da Amazônia Legal caiu 17% em 2026, somando 111 km², segundo dados do Prodes compilados pelo ICMBio.

Redação Giro Ambiental· atualizado em 29 de outubro de 2026
UCs federais da Amazônia têm menor desmatamento desde 2008

As unidades de conservação federais da Amazônia Legal registraram 111 km² de desmatamento em 2026, o que representa uma queda de 17% em relação aos 134 km² contabilizados no ano anterior. O índice é o menor da série histórica iniciada em 2008 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, conforme dados consolidados pela Divisão de Monitoramento Geoespacial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A retração nas áreas protegidas acompanha a tendência geral da Amazônia Legal, cujo desmatamento total recuou para 3.335 km² no mesmo período, uma baixa de 41,81% frente a 2025.

Em uma perspectiva de médio prazo, a queda acumulada nas UCs federais chega a 82% quando comparada com o pico registrado em 2021, ano em que o desmatamento nestes territórios alcançou 618 km². De acordo com o ICMBio, o resultado decorre da atuação direta em frentes de monitoramento geoespacial, da identificação antecipada de zonas sob pressão antrópica e da intensificação de operações de fiscalização remota e em campo. A gestão aponta que a estratégia permitiu conter a expansão dos alertas na região.

Apesar da redução generalizada, o levantamento aponta que 3,3% do total suprimido na Amazônia Legal ocorreram dentro de unidades de conservação federais. Os registros estão concentrados em cinco áreas específicas, que responderam por 69% de toda a área desmatada nesses territórios. A Floresta Nacional de Altamira, no Pará, liderou o ranking com 27,8 km² desmatados, seguida pela Área de Proteção Ambiental do Tapajós com 16,2 km² e pela Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, com 15,2 km².

Completam o grupo crítico a Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, com 12,1 km² suprimidos, e o Parque Nacional do Juruena, situado entre os estados de Mato Grosso e do Amazonas, com 5,4 km². O mapeamento obtido via Prodes serve de base para que o órgão ambiental reoriente o planejamento de operações punitivas e de controle para essas poligonais específicas.

Retração também no Cerrado

O bioma Cerrado seguiu a mesma trajetória de queda nas unidades de conservação federais em 2026, com 47 km² de vegetação suprimida em 29 áreas protegidas, marcando uma retração de 8% em relação aos 51 km² do ano anterior. No bioma como um todo, a perda de vegetação somou 5.517 km², queda de 23,75% na base anual. As UCs federais no Cerrado concentraram 0,9% do total desmatado na região, sendo que 71% dessa supressão se concentraram em apenas cinco unidades, encabeçadas pela APA Serra da Ibiapaba, com 23,99 km².

Com informações de ((o)) eco.

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