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Licenciamento· 05 de novembro de 2026· 2 min de leitura

Obra contra erosão em Loanda (PR) chega a 90% e prazo vai a 2027

Contenção do emissário Água da Mina, com R$ 46,1 milhões de investimento, teve o prazo estendido por causa das chuvas, segundo boletim do IAT.

Redação Giro Ambiental
Obra contra erosão em Loanda (PR) chega a 90% e prazo vai a 2027

A obra de contenção da erosão urbana do emissário Água da Mina, em Loanda, no Noroeste do Paraná, atingiu 90,71% de execução do contrato original. O dado consta do boletim publicado nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Água e Terra (IAT).

O investimento global é de R$ 46,1 milhões, em parceria entre o Governo do Paraná e a Itaipu Binacional. Desse total, R$ 21 milhões são de responsabilidade do IAT, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

O prazo mudou. Pelas condições climáticas, com chuvas na região, a previsão é que a obra seja concluída no primeiro trimestre de 2027. O prazo original era dezembro deste ano.

A frente de trabalho atual é a terraplanagem da área do parque urbano, etapa que prepara o terreno para os equipamentos de lazer e as áreas verdes.

Estrutura e parque urbano

O projeto tem um canal retangular de concreto armado com 1.240 metros de extensão e um dissipador de energia dimensionado para uma vazão de 55,07 metros cúbicos por segundo. A estrutura reduz a velocidade da água e busca evitar novos processos erosivos na região oeste do perímetro urbano de Loanda.

Além da contenção, a intervenção prevê um parque urbano de cerca de 30 hectares nas duas margens da erosão. O espaço terá arborização, pista de caminhada, campo de futebol e viveiro de mudas nativas.

Origem do problema

Segundo o engenheiro civil do IAT Guilherme Winston da Silva Oliveira, responsável pela fiscalização da obra, a erosão se formou ao longo dos anos a partir do lançamento da drenagem pluvial do município. Esse sistema capta a água que escoa por telhados, ruas e calçadas e a leva para pontos afastados da área urbana, em geral zonas rurais ou periurbanas. Com a expansão da cidade, as vazões e velocidades aumentaram e a voçoroca avançou.

Para o engenheiro, a solução passa por áreas verdes capazes de infiltrar parte da chuva, bacias de amortecimento em regiões muito impermeabilizadas e dissipadores de energia adequados ao recebimento dos escoamentos.

Solo da Formação Arenito Caiuá

Loanda está na Formação Arenito Caiuá, que ocupa cerca de 3,1 milhões de hectares no Noroeste do Paraná e abrange 107 municípios, o equivalente a aproximadamente 15% da área do Estado. O solo dessas cidades costuma ser arenoso, com baixos teores de matéria orgânica e baixa capacidade de retenção de água. Por isso, a erosão encontra terreno favorável.

Para quem licencia ou acompanha obras de drenagem na região, o caso mostra que a vazão do sistema pluvial urbano precisa ser tratada junto com a impermeabilização da cidade e com o tipo de solo. Em Loanda, a drenagem de uma área crescente gerou o problema que hoje exige canal de concreto de mais de um quilômetro e dissipador de energia. O boletim não informa o valor já pago nem o cronograma por etapa.

Com informações de IAT (PR).

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