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Geral· 28 de agosto de 2026· 2 min de leitura

Glossário de ESG: termos da agenda ambiental corporativa

O que significam a sigla e o jargão de ESG que aparecem em relatórios, metas e cobranças de investidores.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 14 de outubro de 2026
Glossário de ESG: termos da agenda ambiental corporativa

ESG virou exigência de cliente, banco e investidor, e o campo chegou cheio de sigla e jargão importado. Este glossário traduz os termos que aparecem em relatórios de sustentabilidade, metas corporativas e questionários de fornecedor, com foco em quem cuida da parte ambiental.

O básico da sigla

ESG são as iniciais em inglês de ambiental, social e governança, os três eixos usados para avaliar o desempenho não financeiro de uma empresa. O pilar ambiental cobre emissões, água, resíduos, energia e biodiversidade. O social trata de pessoas e comunidades, e a governança, de como a empresa é dirigida e controlada.

Materialidade é o exercício de identificar quais temas ESG realmente importam para o negócio e para as partes interessadas. Ele evita que o relatório vire uma lista genérica e concentra esforço no que gera risco ou valor de verdade.

Partes interessadas, ou stakeholders, são todos os grupos afetados pela empresa ou que a afetam, de funcionários e vizinhos a investidores e órgãos reguladores. Boa parte da agenda ESG nasce do diálogo com esses grupos.

Clima e prestação de contas

Emissões de escopo 1, 2 e 3 organizam o inventário de gases de efeito estufa. O escopo 1 são as emissões diretas da operação, o escopo 2 vem da energia comprada e o escopo 3 abrange a cadeia de valor, de fornecedores a uso do produto. O método de cálculo segue protocolos reconhecidos, que você deve consultar na versão vigente.

Net zero é o compromisso de zerar o saldo líquido de emissões, reduzindo o que for possível e compensando o restante. Não é o mesmo que não emitir, e o rigor do compromisso depende das metas e do prazo assumidos.

Greenwashing é a prática de alegar um desempenho ambiental que não se sustenta nos fatos. Virou risco jurídico e de reputação, e é o motivo pelo qual dados de ESG pedem verificação e rastreabilidade.

Governança, o terceiro pilar, trata de conselho, transparência, ética e controle de riscos, incluindo os riscos ambientais. Sem governança, a meta ambiental vira promessa sem dono, porque falta quem responda pela entrega e pela veracidade do número.

Perguntas frequentes

ESG e sustentabilidade são a mesma coisa?

Não exatamente. Sustentabilidade é o conceito amplo. ESG é a forma como o mercado mede e cobra desempenho nos eixos ambiental, social e de governança, com métricas e relatórios.

Toda empresa precisa publicar relatório ESG?

A obrigatoriedade depende do porte, do setor e da regulação aplicável, que vem mudando. Muitas empresas publicam por exigência de clientes e investidores, mesmo sem obrigação legal. Confirme as regras do seu setor.

O que diferencia escopo 1, 2 e 3?

Escopo 1 são emissões diretas da operação, escopo 2 vem da energia comprada e escopo 3 cobre a cadeia de valor. Os três juntos dão a pegada de carbono mais completa.

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