Laudo ambiental: por que o laboratório acreditado faz diferença
A acreditação pela Cgcre, do Inmetro, segue a ISO/IEC 17025 e comprova a competência técnica do laboratório.

Monitoramento de efluentes, qualidade do ar, água subterrânea e solo: boa parte das obrigações ambientais de uma empresa termina num laudo de laboratório. É esse papel que o órgão ambiental analisa para renovar uma licença ou cobrar uma correção. Por isso, a confiabilidade do laboratório é tão importante quanto a amostragem.
O que é a acreditação
No Brasil, a acreditação de laboratórios é feita pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre), do Inmetro. Ela segue a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, que estabelece requisitos de competência, imparcialidade e operação consistente para laboratórios de ensaio e calibração.
Na prática, o laboratório acreditado passa por auditorias periódicas, precisa demonstrar a validade dos métodos que usa, controlar a rastreabilidade das medições e participar de ensaios de proficiência, em que compara seus resultados com os de outros laboratórios.
O escopo importa
A acreditação não vale para tudo que o laboratório faz. Ela é concedida para um escopo específico de ensaios e matrizes. Antes de contratar, vale conferir se o parâmetro que a licença exige está dentro do escopo acreditado, o que pode ser consultado no site do Inmetro.
Por que os órgãos exigem
Diversos órgãos ambientais estaduais passaram a exigir resultados de laboratórios acreditados ou reconhecidos para fins de licenciamento e automonitoramento. Laudo fora desse padrão pode ser recusado, e a empresa perde prazo e dinheiro refazendo a coleta.
A GeoAvaliar detalha em sua página sobre acreditação Cgcre o que esse reconhecimento significa para os laudos que emite.
Para quem contrata
Na hora de escolher, preço por análise conta, mas a conta completa inclui o risco de o laudo ser rejeitado. Laboratório acreditado no escopo certo, com cadeia de custódia documentada e prazo compatível com o calendário da licença, costuma sair mais barato no fim.
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