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Biodiversidade· 15 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Amazônia tem menor desmatamento da série em 2025, aponta MapBiomas

Levantamento histórico mostra que o bioma perdeu 693 mil hectares em 2025, mas a pressão da agropecuária e da mineração segue alta em áreas de estradas.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 16 de outubro de 2026
Amazônia tem menor desmatamento da série em 2025, aponta MapBiomas

A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor valor da série histórica mapeada pelo MapBiomas entre 1985 e 2025. Do total suprimido no último ano, 639 mil hectares correspondiam a vegetação primária, enquanto 54 mil hectares formavam a vegetação secundária. Apesar da retração nos índices anuais, a pressão sobre o bioma continua fortemente atrelada à expansão contínua da agropecuária e da infraestrutura viária.

Nos últimos 41 anos, o bioma acumulou a perda de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa. Em contrapartida, a área destinada à agropecuária saltou 440% no mesmo intervalo temporal. A pastagem consolidou-se como o principal vetor de desmatamento, respondendo em média por 77% das primeiras ocupações registradas nas áreas desmatadas, totalizando 37,7 milhões de hectares ao final de 2025.

O estudo aponta que a conversão de uso do solo se concentra no entorno de rodovias e territórios preservados. Nas faixas localizadas a até cinco quilômetros de estradas, a agropecuária já ocupa 40,2% do território, o equivalente a 63 milhões de hectares. A vegetação nativa ainda retém 56,7% dessa zona de impacto, proporção que sobe para 69,3% quando o raio de análise é ampliado para 20 quilômetros das vias de circulação.

Por outro lado, as unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas mantêm 98% de sua cobertura original composta por vegetação nativa, índice que alcança 98,9% especificamente dentro das terras indígenas. Contudo, regiões fronteiriças específicas enfrentam forte degradação, como o caso da área de Amacro, que abrange municípios entre o Amazonas, o Acre e Rondônia, onde a vegetação nativa recuou 16% desde 1985.

Avanço da Mineração e Passivos

Além da agropecuária, a mineração ampliou expressivamente sua presença na região ao longo das últimas quatro décadas. A atividade passou de 32 mil hectares em 1985 para 440 mil hectares em 2025, o que representa um crescimento de quase 14 vezes. Desse montante acumulado, cerca de 47% foi aberto apenas na última década.

Para os profissionais de órgãos ambientais e consultoria, os dados reforçam que o controle sobre o licenciamento e a fiscalização de acessos secundários e ramais rodoviários continua sendo o principal desafio regulatório. A abertura de novas vias em áreas isoladas conecta fronteiras de desmatamento e exploração madeireira, exigindo maior rigor no monitoramento de condicionantes e no combate a ilícitos ambientais.

Com informações de ((o)) eco.

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