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Biodiversidade· 11 de outubro de 2026· 2 min de leitura

Amazonas tem 1.380 focos de fogo e recebe aviões da FAB e brigadistas

Governo federal reconhece emergência em 36 municípios do Amazonas e envia aeronaves KC-390 para reforçar combate às queimadas.

Por Rafael Barcelar· Editor, engenheiro (CREA-MG)· atualizado em 14 de outubro de 2026
Amazonas tem 1.380 focos de fogo e recebe aviões da FAB e brigadistas

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em caráter sumário a situação de emergência decretada pelo governo do Amazonas em 36 municípios, após o estado registrar 1.380 focos de incêndio nos dez primeiros dias de outubro de 2026. O volume representa um aumento de 271% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 372 registros conforme o Painel do Fogo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.

Para conter o avanço das chamas, a Força Aérea Brasileira enviou dois aviões KC-390, com início das operações previsto para segunda-feira em Manaus. A frota federal na região também conta com quatro aeronaves Air Tractor, dois helicópteros e um contingente de 290 brigadistas federais mobilizados para atuar diretamente nas frentes de combate ao fogo.

Além do apoio federal, o governo de São Paulo enviou 30 profissionais, sendo 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil paulista, equipados com insumos para auxiliar na proteção da população e do meio ambiente. O levantamento oficial identificou focos de incêndio em áreas sensíveis, incluindo 246 registros em assentamentos federais, 116 em terras indígenas e 97 em unidades de conservação.

Historicamente, o estado recebeu repasses federais expressivos para mitigação de desastres, somando R$ 372.065.406,32 nos últimos três anos para ações de socorro e assistência. Adicionalmente, o projeto ProAmazon destinou R$ 45 milhões desde 2024 para estruturar o Corpo de Bombeiros Militar com viaturas e bases operacionais.

Impacto e próximos passos

A crise ambiental levou autoridades federais e estaduais a realizarem reuniões emergenciais na Superintendência da Zona Franca de Manaus para coordenar o fluxo de resposta. O ministro Waldez Góes acompanhou a mobilização no estado e realizou sobrevoo nas áreas mais afetadas para direcionar a aplicação dos recursos federais liberados pela decretação de emergência.

Para os profissionais que atuam na gestão ambiental e no licenciamento de operações na região, o cenário exige atenção redobrada aos planos de contingência e monitoramento de áreas protegidas. A fiscalização e o controle de uso do fogo permanecem como prioridades operacionais diante da concentração de focos associados ao desmatamento e à dispersão de fumaça.

Com informações de Agência Brasil: Meio Ambiente.

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